Saturday, April 18, 2015

Hora dourada / Golden hour


Lugar imaginário (com um pêlo de gato real)
Imaginary place  (with a real cat hair)

Friday, April 17, 2015

Casario no Porto / Houses in Porto


Apesar de viver mesmo ao lado, é por estes dias muito raro ir ao centro da cidade do Porto. No dia em que fiz este desenho, a partir de uma esplanada da Praça Filipa de Lencastre, estava a quebrar um jejum de cerca de três meses. E com as andanças que tinha para essa efémera tarde de Sábado, no que toca a desenhos não deu p'ra mais.
Despite living right next, I seldom go to Porto city centre these days. The day I made this sketch, from a cafe terrace at Filipa de Lencastre square, a fast of about three months was being broken. And with the errands I had for that ephemeral Saturday afternoon, it was all for that day in sketching matters.

Thursday, April 16, 2015

Matar o tempo / Killing time


O posto dos correios da área onde resido tem um horário de abertura inconvenientemente tardio, obrigando-me a perder boa parte de uma manhã para levantar uma encomenda ou uma simples carta registada.
Algumas coisas posso fazer em meu proveito para minimizar o transtorno:
a) Acrescentar um tempo extra ao meu sempre minguado número de horas de sono.
b) Acordar à hora de sempre, e matar o tempo com a minha actividade preferida.
Não há maneira de pôr o sono em dia...
The post office of the area I live has an inconveniently late opening time, forcing me to waste a good part of the morning to pick up a package or a simple registered letter. 
There are a few things I can do to my advantage to minimize the inconvenience: 
a) Adding an extra time to my always meagre amount of sleeping hours. 
b) Getting up as usual, and kill the time with my favorite activity. 
There's no way of catching up with sleep...

Wednesday, April 15, 2015

Esplanada / Cafe terrace


Se em Braga existe o "Café Vianna", porque é que Viana não tem um "Café Bragga"?
If Braga has a "Café Vianna", why the city of Viana doesn't have a "Café Bragga"?

Monday, April 13, 2015

Rua dos Chãos


Apontamento rápido de uma rua que conheço desde sempre.
A quick sketch of a street I know since ever.

Saturday, April 11, 2015

Casas velhas / Old houses


Rua Gabriel Pereira de Castro
Em tempos, as heras chegaram a cobrir toda a fachada.
Some time ago, all the front was fully covered by ivy.
 
Rua do Souto
Vista das traseiras desde o jardim de Santa Bárbara. Presentemente a ser restaurada.
Back view from the Santa Bárbara garden. Currently under restoration.

Friday, April 10, 2015

Largo de S. João do Souto



Duas vistas deste largo que trata muito bem todos aqueles que o tentam desenhar.
A primeira, de frente para a antiga e estreita rua de Janes.
A segunda, apanhando parte da capela dos Coimbras.
Two views of a small square that treats very well all those who attempt to sketch it. 
The first, facing the old and narrow Janes street. 
The second, partially catching the chapel of the Coimbras.

Wednesday, April 8, 2015

Gaveto / Corner


Na esquina das ruas do Souto e Misericórdia, este edifício chamou-me a atenção pela sua curiosa forma comprida e estreita, e desde logo se tornou no meu achado para o desenho naquele dia, quando já “olhava sem ver” para todos os lados em busca de qualquer outra coisa...
Aprendi assim que não vale a pena andar como um tolinho à procura de coisas para desenhar, porque são estas que nos encontram e não o contrário, mais valendo por isso ir aproveitando o passeio.
At the corner of Souto and Misericórdia streets, this building caught my attention for its curious long and narrow shape, and immediately became my sketching find for that day, when I was already “looking without seeing” around in search of anything else... 
I learned this way that is useless to walk around like a fool in search for things to sketch, because those are the ones who find us and not the opposite, being therefore more profitable to enjoy the walk.

Tuesday, April 7, 2015

Monday, April 6, 2015

Brufe


Revisitando esta pequena aldeia na encosta da Serra Amarela, num Domingo em que não se via ninguém a não ser um ou outro visitante ocasional como eu. Queria ter feito mais alguns desenhos nas suas interessantes ruelas, mas a barriga começou a dar horas intempestivamente, obrigando-me a rumar a outras paragens. Voltarei em breve, não é assim tão longe...
Revisiting this small village on the slope of the Amarela mountains, in a Sunday with no one in sight except a few other visitors like me. I wanted to make some more sketches in its interesting alleys, but an untimely hungry belly said to me it was time to move elsewhere. I'll be back soon, as it's not so far...

Sunday, April 5, 2015

Saturday, April 4, 2015

Interior de igreja / A church interior


Um dia de chuva persistente foi o pretexto para finalmente cumprir o objectivo de desenhar o interior de uma igreja. A escolhida foi a dos Terceiros, bem no centro da cidade: Ao contrário do que é habitual, encontrava-se aberta no período do almoço, decerto cortesia da época pré-Pascal. Tinha, pois, que aproveitar tão rara ocasião.
Poucas pessoas entraram ou saíram enquanto lá estive. Na verdade, quando lá cheguei havia apenas uma: Sentada num dos bancos, falava ao telemóvel como se estivesse na rua, e pelo teor da conversa não seria com ninguém acima das nuvens, o que muito me sossegou quanto ao grau de profanação da minha própria actividade. Agora já só precisava de pôr mãos à obra...
Numa igreja que nem é das mais rebuscadas dentro do seu estilo, não deixei de me sentir “esmagado” pela quantidade de elementos, que tentei registar despreocupadamente e simplificando o mais possível. Mesmo assim tive expectáveis dificuldades e cometi alguns erros de proporção, como se pode ver pelo homem de pé ao fundo da nave. Outro obstáculo foi a relativa obscuridade a associar-se à minha vista que já não é o que era, sendo que a páginas tantas já não tinha uma ideia clara das cores que estava a aplicar...
Em resumo: Diverti-me à grande! Como sempre, no desenho de observação é mais o acto em si do que o resultado que verdadeiramente importa, e quanto a isso pude vir-me embora bastante satisfeito.
A day of persistent rain was the excuse to finally accomplish the goal of sketching a church interior. The chosen was the one of Terceiros, well within the city centre. Unlike the usual, it was open in lunchtime period, maybe courtesy of the pre-Easter period, so I had to take advantage of such a rare occasion. 
Few people came in or out while I was there. Actually there was only one when I arrived: Seated in a bench, she was talking on the mobile phone as loud as if she was in the street and, judging by the conversation, with no one above the clouds, something that reassured me about the degree of profanation of my own activity there. Now I just needed to start the work... 
In a church that isn't even the most elaborate in its kind, I couldn't help to feel overwhelmed by such an amount of elements, which I tried to register as lightly and simply as possible. Even so I had expectable difficulties and made some proportion errors, as seen by the man standing at the bottom of the aisle. Another obstacle was the relative dimness associated with my eyesight that is no longer what it used to be, at some point causing me to have no clear idea of the colors I was applying. 
In a word: I had a great fun! As usual, when sketching from observation it's more the act than the result that matters, and upon that I came back totally satisfied.

Friday, April 3, 2015

Estrada para Brufe / Road to Brufe


Montanhas reais são bem mais difíceis de desenhar do que as imaginárias. E no entanto, são as primeiras que inspiram as segundas.
Real mountains are far more difficult to draw than the imaginary ones. And yet are the first that inspire the second.

Thursday, April 2, 2015

Casario / Casas


Sentado na Praça do Município, desenhando este conjunto de casas mesmo ao lado do edifício da Câmara. Foi mais uma oportunidade para praticar o desenho com uma mão enquanto a outra segurava no guarda-chuva. Felizmente que esses dias parecem ter acabado...
Seated in the Município square, sketching this group of houses just near the Town Hall. It was another chance to practice drawing with one hand while holding an umbrella with the other. Fortunately those days seem to be gone...

Wednesday, April 1, 2015

Sunday, March 29, 2015

Uma esquina... / A corner...


...num dos cruzamentos mais movimentados da cidade, sob a breve trégua de um pachorrento início de tarde de um Sábado. Não visível no desenho, existe um belíssimo palacete de estilo colonial, em cujo jardim floresce a magnólia que a minha inabilidade não permitiu captar em toda a sua glória.
...in one of the city's busiest crossroads, under a brief truce in a lazy early Saturday afternoon. Not visible in the sketch is a gorgeous colonial style mansion, in whose garden blooms the magnolia that my inability did not allow to capture in its full glory.

Friday, March 27, 2015

Casa amarela / Yellow house


A meio do caminho de quem se desloca de Braga para o Gerês via Amares, não passa despercebida a pequena e agradável vila de Santa Maria de Bouro, quanto mais não seja pela monumentalidade do seu belo e antigo convento, hoje em dia convertido numa celebrada Pousada de Portugal.
Também eu decidi parar por lá para desenhar, no regresso de uma das minhas demandas da Abadia. Curiosamente, o que me atraiu desta vez não foi o vetusto edifício Cisterciense, mas antes uma simples casa amarela do outro lado da estrada.
O venerável convento ainda por lá ficará muitos séculos, assim tenha a humanidade juízo. Já a velha casa nunca se sabe, até porque já aparenta ter visto melhores dias. E num dia de céu enfadonhamente cinzento, talvez me estivessem a apetecer cores...
Alguém “lá em cima”, contudo, deverá ter levado a mal o meu voltar de costas à religiosa construção, e um par de telefonemas resultou no devido castigo: Uma já conhecida chuva miudinha que me apanhou a meio do desenho, fazendo com que tivesse de o acabar à pressa, aplicando as cores já refugiado no carro.
Para me redimir, voltarei lá um dia, não só pelo convento mas também por algumas prometedoras ruelas com um casario interessante. O tempo é que tem que estar melhor!
Half way for those who travel from Braga to Gerês via Amares, the small and pleasant town of Santa Maria de Bouro doesn't go unnoticed, even if only for its beautiful and antique convent, nowadays converted into a famous Portuguese “Pousada” (Inn). 
I too decided to stop there for a sketch, when returning from one of my journeys to Abadia. Curiously, this time it wasn't the old Cistercian building that attracted me, but a simple yellow house in the opposite side of the road. 
The venerable convent will remain there for many centuries, may the humanity be wise. The old house, we never know, as it looks like having seen better days. And in such a dull grayish day, maybe I was in need of some color... 
However, turning my back to the religious construction may have been taken as an offence by someone “up there”, and a couple of phone calls has resulted in the due punishment: A well known small rain that caught me at the middle of the drawing, causing it to be finished in a rush, the colors being applied after seeking refuge in the car. 
I will be back one day to redeem myself, not only for the convent, but also for some promising alleys with interesting houses. But the weather must be better!

Thursday, March 26, 2015

Wednesday, March 25, 2015

Azenha no Cávado / A mill in the Cávado


Uma escapadela dos ambientes urbanos para vir sentar-me neste recanto da margem do rio Cávado junto a uma bucólica cena que conheço desde criança. Nesse tempo cheguei a vir para aqui brincar, e já então esta azenha se encontrava em ruínas. Desta vez voltei para brincar aos desenhos.
Aproveitei para praticar um pouco mais os contornos a lápis, pois achei que esta simples cena se prestava bem a isso. Essa simplicidade é, contudo, mais aparente do que real, uma vez que o arvoredo e sobretudo a água, com todos os seus efeitos, são sempre motivos complexos para o desenhador-observador-principiante. Enfim, lá me desenrasquei como pude, tentando simplificar o mais possível.
Mas tanta informação para “processar” só poderia dar azo a que alguma coisa ficasse esquecida, e neste caso foi o reflexo na água de um dos troncos da mimosa. Após o regresso ainda estive para corrigir a falha, mas iria retirar ao desenho alguma genuinidade. Fica como está.
An escape from the urban environments to come and seat in this corner at the Cávado bank near a bucolic scene I know since child. I actually used to come here to play, and this old watermill was then already in ruins. This time I returned to play sketching. 
It was a chance to practice a bit more of pencil outlines, as I thought this simple scene would lend itself to it. Its simplicity is nevertheless more apparent than real, since trees and especially water with, all its effects, are always complex subjects for a sketcher-observer-beginner. But I managed as I could, trying to simplify as much as possible. 
However, such amount of information to “process” couldn't but end with something being forgotten, in this case the water reflection of one of the acacia trunks. I was almost thinking to correct it after coming back, but that would take away some genuineness from the sketch. It will stay as it is.

Tuesday, March 24, 2015

Monday, March 23, 2015

Uma fonte e um cinema / A fountain and a cinema


De regresso ao largo Carlos Amarante, desta vez para desenhar a fonte em cujos degraus me sentei da última vez que lá estive e, especialmente, o velho cinema “São Geraldo”, há muitos anos encerrado e em triste decadência. Uma magnífica sala de cinema “à moda antiga” – segundo algumas fontes, a mais antiga de Braga e a segunda a exibir filmes em Portugal – vestígio de um tempo em que ir ao cinema era um acontecimento mais especial do que o ritual multipléxico e mastigante dos dias de hoje. Aqui fica a minha singela homenagem a este lugar que frequentei várias vezes na já distante década de setenta, e que era o meu preferido de entre a razoável oferta que à época ainda existia no centro da cidade.
(Por obscuras razões, dos muitos filmes que aqui vi, este e este são os me vêm sempre de imediato à lembrança... Talvez porque num tempo em que efeitos especiais digitais eram também algo de ficção científica cujo advento nem se adivinhava, um tipo vestido com um risível fato de monstro a arrasar cidades de papelão conseguia mesmo fascinar um miúdo!)
Back to Carlos Amarante square, this time to draw the fountain in whose steps I sat last time and, especially, the old “São Geraldo” cinema, closed many years ago and in sad decay. A magnificent old fashion cinema theater – according to some sources, the oldest in Braga and the second only to show movies in Portugal – reminiscent of a time when going to see a movie was something more special than today's masticative and multiplexed ritual. Here I leave my simple tribute to this place I attended several times in the distant 70's, and that was my favorite among the reasonable offer still existing then in the city centre. 
(For obscure reasons, of many films I saw there, this and this are the ones that I always recall in the first place... Maybe because in a time when digital special effects were themselves a sort of of science fiction whose advent couldn't even be guessed, a guy wearing a laughable monster suit razing cardboard cities could really fascinate a kid!)

Sunday, March 22, 2015

Saturday, March 21, 2015

Casa / House


São Mamede de Infesta é uma cidade nos arredores do Porto.
Existem por lá muitas casas. A esta, aconteceu-lhe ser uma delas...
São Mamede de Infesta is a city in the outskirts of Porto.
There are many houses there. To this one, it happened to be one of them...